Fique por dentro das novidades

Campanha Março Azul alerta para o câncer colorretal

Com os objetivos de conscientizar a população, profissionais de saúde, gestores e tomadores de decisão para a importância do diagnóstico e tratamento precoces do câncer colorretal (CCR) e estimular a prevenção, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) lançaram a campanha Março Azul. Realizada com o apoio institucional da Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM), e em parceria com diversas outras especialidades médicas, o Março Azul deve envolver iniciativas emblemáticas. Entre elas está a busca de apoio para a iluminação pública de monumentos em todo o país, que serão vestidos de azul durante parte ou todo o mês de março.

Com o lema “Abrace essa ideia outra vez”, a iniciativa desdobra o êxito da campanha de 2021, quando mais de 40 milhões de pessoas foram impactadas pela campanha da SOBED. Ano passado, dezenas de artistas, influencers e mais dois grandes times de futebol ecoaram a ideia de prevenção com depoimentos na imprensa e nas redes sociais.

Doença fatal

O câncer colorretal é o segundo que mais mata no Brasil, atingindo mais de 40 mil pessoas por ano. Atualmente, a chance de uma pessoa desenvolver a doença é da ordem de 4,3%: sua incidência é mais comum entre homens e mulheres com mais de 45 anos ou em pessoas que tenham casos na família.

Com o envelhecimento da população, estima-se que o registro de mortalidade associada à doença aumente até 2025. A despeito da possibilidade de prevenção, 85% dos casos de câncer colorretal são diagnosticados em fase avançada, quando a chance de cura é menor.

O debate em torno da prevenção ganhou impulso em 2017, quando a SOBED desencadeou uma agenda institucional para colocar o diagnóstico precoce e a prevenção do câncer colorretal na agenda do poder público. Para isso, a entidade provocou e participou de reuniões e audiências públicas com autoridades do poder Executivo e Legislativo federal, onde buscou informar e alertar as autoridades para a importância de o país adotar medidas para enfrentar e reverter o avanço desta doença.

Os médicos têm defendido a formulação de uma política nacional de prevenção, que contemple os métodos diagnósticos de menor complexidade e que podem ser oferecidos de forma sistematizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a medicina avalia como essencial identificar pacientes mais propensos a desenvolver esse tipo de câncer para que a prevenção reduza o desenvolvimento da doença.

PL tenta oficializar o Março Azul

Os médicos também articulam a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei 5.024/2019, tornando março o mês oficial de combate ao câncer colorretal no Brasil e incluindo sua prevenção no calendário da saúde pública. “Estamos mobilizados para consolidar no Brasil a conscientização sobre o câncer colorretal e sua prevenção. É uma doença prevenível e incluí-la entre as prioridades da saúde pública é essencial”, afirma o médico Ricardo Anuar Dib, presidente da SOBED. “Nosso objetivo é preservar vidas e contribuir para a redução da incidência desta doença”, justifica.

Para o presidente da SBCP, Eduardo Vieira, é fundamental que a campanha se estenda para além de março e alcance todos os estados do país. “Não há fonte mais segura do que o próprio médico. Em tempos de fake news, levar informações confiáveis adiante é o propósito que une a SBCP, a SOBED e outras entidades médicas nesta campanha”, destacou.

Veja mais

Julho Verde e Julho Amarelo.

Assim como julho, os outros meses coloridos têm o objetivo de conscientizar a população sobre as doenças, promover campanhas sobre as causas importantes e aumentar

Leia mais »

Junho Laranja: Alerta para Leucemia

Mês de conscientização sobre doenças ligadas ao sangue, em especial a leucemia, por meio do diagnóstico precoce. O tema torna-se ainda mais importante se considerado que não há prevenção primária ou rastreamento para o câncer infantil e que os fatores externos não são tão relevantes para o desenvolvimento da doença.
Em crianças e adolescentes, a maior parte dos casos é decorrente de alterações no DNA ainda na formação do embrião ou no início da vida, a chamada mutação genética adquirida.

Leia mais »