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Dia Nacional do Combate ao Câncer!

Dia Nacional do Combate ao Câncer

Você sabia que em 2020, foram diagnosticados 19,3 milhões de novos casos de câncer no mundo inteiro? Por isso, o câncer é considerado uma das principais barreiras para o aumento da expectativa de vida.

Além disso, nesse mesmo ano, ocorreram cerca de 10 milhões de mortes pelo câncer. No Brasil, são diagnosticados mais de 625 mil novos casos, e o número de mortes equivalem a mais de 225 mil, ou seja, 36% das pessoas diagnosticadas.

Os dados são assustadores, não é mesmo? Por isso é importante buscar informações para prevenir o câncer.

Com o intuito de conscientizar as pessoas, em 27 de novembro, através da Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707 de dezembro de 1988, criou-se o Dia Nacional do Combate ao Câncer. O objetivo dessa data é conscientizar as pessoas sobre o câncer e a sua prevenção!

Mas afinal, o que é o câncer?

Para explicar, o presente texto aborda os seguintes tópicos:

  • O que é câncer?
  • O que pode causar o câncer?
  • Os fatores de risco para o câncer.
  • Os tratamentos contra o câncer.
  • Como prevenir o câncer?

O que é câncer?

O câncer é o crescimento desordenado das células, e assim, esse crescimento pode afetar os órgãos e os tecidos formando tumores.

Você sabia que o corpo humano possui cerca de 37 trilhões células?

Nas crianças, as células multiplicam-se de forma rápida porque o nosso corpo está em processo de formação. Nos adultos e idosos, esse processo é mais lento. Isso porque o seu papel não é formar os órgãos e os tecidos, e sim, substituir as células mortas ou desgastadas que envelhecem ao longo dos anos.

No entanto, durante o desenvolvimento do câncer acontece o contrário: ao invés de ser lento, ocorre uma multiplicação rápida e desordenada das células.

Essas células cancerosas, não morrem e invadem tecidos e órgãos através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos. E ao longo do tempo, elas substituem as células normais através do processo de disseminação pelo corpo chamado de metástase.

Além disso, é importante dizer que o câncer abrange mais de 100 doenças.

Por que as células mudam o seu comportamento?

O processo da formação do câncer é chamado de carcinogênese.

As células mudam o seu comportamento pela alteração do DNA, que é uma molécula localizada no núcleo da célula que contém todas as informações genéticas da pessoa. Além disso, outra função importante desses genes é coordenar a estrutura e as atividades das células no organismo, porém, quando o DNA começa a receber as informações erradas a coordenação dessas atividades fica comprometida.

Durante a carcinogênese, essas alterações podem acontecer em genes especiais conhecidos como proto (oncogenes que estão inativos em células normais), que ao serem ativados transformam as células normais em células cancerosas. Com isso, as células iniciam seu processo de multiplicação de forma descontrolada, lembrando que essa multiplicação pode demorar até a formação de um tumor visível.

Além disso, você sabia que um tumor pode ser benigno ou maligno?

No tumor benigno, as células são iguais das células do tecido ou órgão de origem, e o processo de multiplicação ocorre de forma lenta e não atacando outros tecidos e órgãos. Em contrapartida, no tumor maligno, as células são diferentes das células normais, e o processo de multiplicação ocorre de forma rápida e afetando outros tecidos e órgãos.

O que pode causar o câncer?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a previsão é que até 2030 a mortalidade pelo câncer aumente para 2,1 milhões de pessoas nas américas. Além disso, os tipos de câncer mais diagnosticados no país foram o de próstata e o de cólon e reto nos homens e o de mama e o de colo do útero nas mulheres.

Normalmente, muitas pessoas ficam em dúvida sobre qual é a principal causa do câncer. Porém, não existe somente uma causa: desde fatores internos até fatores externos podem contribuir para o seu surgimento.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 80% a 90% dos casos de câncer são causados por causas externas, e nesse sentido, as causas externas podem ser fatores ambientais (como a alimentação e o tabagismo) enquanto as causas internas podem ser fatores hereditários.

No nosso organismo, as células reagem constantemente as causas externas para que não prejudiquem o funcionamento do organismo, porém, ao longo dos anos as células envelhecem e esse seu processo torna-se menos resistentes às células cancerosas. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o câncer é mais frequente em idosos que representa 60% da população com câncer.

Os fatores de risco para o câncer.

Os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer estão associados às causas externas e internas que o nosso corpo é exposto ao longo dos anos. Sendo assim, o câncer manifesta-se por uma única exposição, como a radiação, ou por múltiplas exposições, como a alimentação, o tabagismo, a radiação solar, a exposição química e outros fatores.

Os principais fatores de risco são a obesidade, o tabagismo, a exposição solar e a exposição ocupacional.

A obesidade.

A obesidade na fase adulta pode favorecer o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

Entre eles, podemos destacar o câncer de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, de estômago, de intestino, de tireóide, de vesícula biliar, de pâncreas, de fígado, de rins, de mamas (principalmente em mulheres na pós-menopausa), de ovário, de endométrio e de próstata.

Segundo a Federação Mundial da Obesidade, 29,7% da população adulta brasileira poderá conviver com a obesidade até 2030. Por isso, é importante entender que o consumo de alimentos processados (principalmente alimentos ricos em gordura, açúcar e sal) e a ingestão de bebidas alcoólicas aliados ao sedentarismo favorecem o aumento do peso corporal.

O tabagismo.

O tabagismo também pode favorecer o desenvolvimento do câncer.

Entre eles, podemos destacar o câncer de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, de estômago, de intestino, de pâncreas, de fígado, de bexiga, de traqueia, de brônquios, de pulmões, de ureter e de colo do útero.

Segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), o percentual de fumantes correspondeu a 9,1% da população brasileira no país em 2021.

A exposição solar.

A exposição solar em excesso pode ser prejudicial à saúde.

Você sabia que são mais de 175 mil casos de câncer de pele diagnosticados anualmente no Brasil?

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as crianças são mais vulneráveis à exposição solar excessiva, e por isso, ao longo dos anos essa exposição pode se acumular e aumentar as chances do desenvolvimento do câncer de pele na fase adulta ou na velhice.

A exposição ocupacional.

Além disso, a exposição ocupacional é um outro fator que pode influenciar o câncer.

Em alguns locais de trabalho, é possível conter uma maior concentração de agentes cancerígenos como a radiação, a poluição, o amianto, os agrotóxicos e outros. 

De acordo com Fritschi e Driscoll (2006), os casos diagnosticados de câncer associados à exposição ocupacional são muito pequenos: as estimativas são de 10,8% em homens e 2,2% em mulheres. Porém, é de extrema importância entender os impactos dos fatores de risco para buscar a melhor forma de prevenção.

Os tratamentos contra o câncer.

A cirurgia oncológica é a remoção total do tumor através de operações no corpo do paciente, sendo uma forma de avaliar a extensão do câncer. Além da cirurgia para a retirada do tumor, existem outros tratamentos para tratar a doença.

Entre eles estão a quimioterapia, a radioterapia, a braquiterapia e o transplante de medula óssea.

A quimioterapia.

A quimioterapia é a utilização de medicamentos que espalham-se pelo corpo através do sangue para matar as células doentes.

Esse tratamento pode ser feito pelo paciente em sua casa via oral através de comprimidos, via tópica através de pomadas ou via administração parenteral através de injeções nas veias, nos músculos ou na espinha dorsal.

Além disso, esse tratamento também pode ser feito pelo paciente no hospital.

A quimioterapia pode acarretar efeitos colaterais como a queda de cabelo, náuseas, vômito, diarreia, prisão de ventre, feridas na boca e hiperpigmentação.

Leia mais: O convívio com o câncer: entrevista com a fundadora do Instituto Brasil + Social.

A radioterapia.

A radioterapia é a utilização de radiação para matar as células doentes.

Esse tratamento é realizado no hospital. Pode ser feito através da radioterapia externa, ou seja, quando a radiação é emitida por um aparelho que emite a radiação para o local do tumor afastado do paciente em sessões diárias.

Durante o tratamento, o paciente fica deitado e não sente dor ou desconforto.

A braquiterapia.

A braquiterapia é a utilização de radiação através de aplicadores para matar as células doentes.

Esse tratamento também é realizado no hospital. Pode ser feito através da radioterapia interna, ou seja, quando a radiação é emitida por um aparelho que emite a radiação para o local do tumor através de aplicadores e cateteres em contato com a região a ser tratada, sendo assim, próxima do paciente.

A quimioterapia pode acarretar efeitos colaterais como a queda de pelos, a descamação da pele e o escurecimento ou vermelhidão da pele na área do tratamento.

O transplante de medula óssea.

O transplante de medula óssea é outra modalidade de tratamento.

Muito usada em casos de leucemia e linfomas, o transplante de medula óssea é um tratamento que consiste na reconstituição da medula óssea substituindo as células doentes por células saudáveis.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a medula óssea é um tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos que tem a função de produzir os componentes do sangue como as hemácias (glóbulos vermelhos), que transportam oxigênio para todas as células do corpo, como os leucócitos (glóbulos brancos), que protegem o organismo de infecções, e como as plaquetas, que compõem o sistema de coagulação do sangue.

O transplante pode ser autogêneo, quando a medula vem do próprio paciente, ou alogênico, quando a medula vem de um doador.

No transplante de medula óssea, o paciente passa por um tratamento para a destruição das células doentes, e depois disso, o transplante é realizado e o paciente recebe a medula óssea sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Dessa forma, ao entrar em contato com a corrente sanguínea as células vão para a medula para se desenvolver.

Lembre-se que cada caso é um caso e as pessoas devem consultar um médico e realizar os exames para decidir qual é o tratamento mais adequado junto com um profissional da área.

Como prevenir o câncer?

Sabemos que o câncer é consequência da exposição das nossas células a diversas causas externas e internas. Por isso, a adoção de hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção.

Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), existem alguns hábitos saudáveis que podem ser adotados para a prevenção.

1. Não fumar!

A fumaça do cigarro contém 7000 substâncias químicas que são inaladas tanto por fumantes quanto por não fumantes, e por isso, é o principal causador do câncer de pulmão, de laringe, de faringe, de esôfago e de boca como vimos anteriormente.

2. Manter uma alimentação saudável.

Na correria do dia a dia, as pessoas acabam optando por alimentos processados e ultraprocessados que são ricos em substâncias químicas. Por isso, manter uma alimentação mais saudável com a ingestão de frutas, legumes e verduras pode ser fundamental para prevenir o câncer. Além disso, para a nutricionista Karina Fernanda Genier Murari Fernandes, coordenadora de nutrição do Instituto Brasil + Social, a preferência por alimentos orgânicos pode agregar ainda mais à nossa alimentação já que os agrotóxicos podem ser um precursor no desenvolvimento de células cancerosas.

3. Praticar atividades físicas.

Além de uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas pode contribuir para a manutenção do peso corporal saudável evitando a obesidade – que é um dos principais fatores de risco do câncer. Por isso, uma caminhada ou alguma atividade física pode fazer toda a diferença para prevenir o câncer.

4. Amamentar.

Você sabia que a amamentação protege a mãe contra o câncer de mama e a criança contra a obesidade infantil? Por isso, as crianças devem ser amamentadas exclusivamente até os 6 meses de vida, e a partir dessa idade, deve ser conciliado com uma alimentação saudável.

5. Realizar os exame preventivos.

Nas mulheres, a mamografia deve ser realizada acima dos 40 anos e o papanicolau deve ser realizado acima dos 25 anos anualmente para analisar qualquer alteração. Nos homens, o exame de toque retal deve ser realizado acima dos 40 anos.

Lembrando que as chances de cura chegam a 90% quando o câncer é diagnosticado precocemente!

6. Evitar a exposição solar sem proteção.

É importante evitar a exposição solar entre 10:00 e 16:00. Caso precise, é importante utilizar protetor solar, chapéu de abas largas e camisa de mangas longas para se proteger contra os raios ultravioleta. Eles são os principais causadores do câncer de pele.

7. Evitar a exposição dos agentes cancerígenos no trabalho.

Finalmente, é importante evitar a exposição aos agentes químicos, biológicos e físicos. Além disso, a fiscalização e a implementação de agentes mais saudáveis é fundamental para evitar o adoecimento e proporcionar um bom ambiente de trabalho.

A prevenção é o melhor tratamento!

O Dia Nacional de Combate ao Câncer foi criado para conscientizar a todos sobre a importância da prevenção contra o câncer.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos de câncer acontecem em países menos desenvolvidos. Por isso, o acesso a informação pode mudar essa realidade. Então, conscientize seus amigos e familiares sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis.

Cuide-se! Afinal, nosso corpo agradece!

Escrito por: Adilson Junior.

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