Câncer de próstata é o 2º tumor maligno que mais atinge os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Cerca de 68 mil brasileiros por ano recebem o diagnóstico de câncer de próstata, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em relação à mortalidade, é o segundo tipo de tumor maligno mais letal para os brasileiros – são 14 mil mortes ao ano – ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Além disso, é o segundo tumor maligno que mais atinge os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A maioria dos casos tem desenvolvimento lento, o que, em tese, facilita a detecção precoce. No entanto, muitos homens ainda resistem em realizar os exames preventivos, pois eles envolvem o toque retal.

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula pequena que só os homens têm. Situada abaixo da bexiga, e na frente do reto, é responsável pela produção do líquido seminal. Esse fluido compõe o sêmen, junto com os espermatozoides, produzidos nos testículos, e o conteúdo liberado pela vesícula seminal. A função desse líquido é proteger e nutrir as células reprodutivas masculinas. A próstata não é responsável pela ereção, nem pelo orgasmo. O tamanho da glândula é parecido com o de uma ameixa, mas, com o envelhecimento, o volume aumenta bastante. Esse crescimento, chamado de hiperplasia prostática benigna (HPB), pode gerar sintomas, como dificuldade para urinar, e precisa ser tratado.

Sintomas

O câncer de próstata evolui silenciosamente. Geralmente, quando os pacientes apresentam sintomas, os tumores estão em fase mais avançada. Eles são parecidos com os da HPB ou também de uma prostatite (inflamação causada por bactérias).

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Entre os sintomas mais comuns está a dificuldade para urinar (demora para começar e terminar); necessidade de urinar mais vezes durante o dia e/ou à noite; diminuição do jato de urina; dor ou ardor ao urinar; presença de sangue na urina ou no sêmen; dor ao ejacular. Quando a doença atinge a fase avançada e espalha-se para outros órgãos, os sintomas podem incluir dor óssea ou infecção generalizada .

Prevenção

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Fatores de risco

Tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam de forma significativa após os 50 anos. No Brasil, nove em cada dez pacientes diagnosticados têm mais de 55 anos. Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

A doença tem incidência 60% maior em homens negros e há evidências de que homens com sobrepeso ou obesidade têm risco maior.

Diagnóstico

O câncer da próstata só pode ser identificado com a combinação de dois exames: dosagem de PSA – exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico (prostate-specific antigen). E o exame de toque retal permite ao médico palpar a próstata e perceber se há caroços ou tecidos endurecidos.

O toque é feito com o dedo protegido por luva lubrificada. É rápido e indolor, apesar de alguns homens relatarem incômodo e terem enorme resistência em realizar o exame. Na maioria dos homens, o nível de PSA costuma permanecer abaixo de 4 ng/ml. Se o nível está entre 4 e 10, há uma chance em quatro de câncer. Alguns pacientes com nível normal de PSA podem ter um tumor maligno, que pode até ser mais agressivo, por isso esse exame não pode ser a única forma de diagnóstico.

A dosagem também é importante durante o tratamento, para acompanhar a evolução do paciente ou retorno da doença.

Como é o tratamento do câncer de próstata?

O melhor tratamento para cada caso depende do estágio da doença, da idade e do estado geral de saúde do paciente. De maneira geral, cirurgia, radioterapia e terapia hormonal costumam ser as opções mais comuns.