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Projeto DRIBLANDO A FOME do IBMS ensina empreendedorismo na comunidade de Heliópolis

O Projeto Driblando a Fome, do IBMS- Instituto Brasil + Social, realizou um curso piloto de empreendedorismo na comunidade da Cidade Nova Heliópolis, onde fica a maior comunidade da cidade de São Paulo com 200 mil moradores.

A ideia foi entrar na comunidade para ensinar as pessoas que querem empreender. Participaram alunos das mais diversas profissões como vendedor de cosmético, cabeleireiros, confeiteiro e vendedores autônomos, que almejam profissionalizar-se e fazer das suas habilidades um negócio. A escola de Samba Imperador do Ipiranga, presidida por José Luiz Sotero dos Santos, cedeu a sala na comunidade e o telão e a ação contou  ainda com a ajuda de Emerson Paulo de Oliveira, do serviço social da escola de samba. A parceria do IBMS com a Escola de Samba Imperador do Ipiranga permitiu a realização do projeto.

Segundo Niolanda Dantas, fundadora do IBMS, a entidade não está dando conta de atender a milhares de pedidos de ajuda. “Com o recuo da economia, a perda de emprego e de renda e o crescimento galopante da inflação, muitas pessoas estão sem condições de ter diariamente alimentação para sobreviver. A situação se agravou com as chuvas que inundaram comunidades inteiras em São Paulo e a chegada do inverno”, destaca. As ações de arrecadação de alimento não param, mas para Dantas, o IBMS quer ir além do assistencialismo. “Queremos ajudar as pessoas a se profissionalizarem, a empreenderem para gerar renda para suas famílias. Então estamos desenvolvendo vários curso e este foi um piloto”, revela.

Nos próximos meses, queremos ampliar os cursos profissionalizantes e atuar também com o menor aprendiz nas empresas. “O menor trabalha, aprende e ajuda a família. Importante ainda afastá-lo da criminalidade e das drogas. Para isso, contaremos com a disposição das empresas que se incluem na agenda ESG”.

O IBMS estará nos próximos meses disponibilizando uma plataforma EAD para cursos de TI e Networking, voltados para o menor aprendiz.

Campanhas de doação prosseguem

O Instituto Brasil+ Social, uma ONG voltada para ações sociais no campo da saúde, esporte e educação, através do Projeto DRIBLANDO A FOME está intensificando várias campanhas para arrecadação de alimentos não perecíveis para famílias em situação de vulnerabilidade. Uma delas é a campanha que incentiva pessoas físicas e empresas a adotarem uma família por tempo determinado (pode ser de 3 a 12 meses) para doação de cestas básicas de alimentos todo mês.

O IBMS ainda promove lives com o padrinho do Projeto Driblando a Fome, o eterno capitão Cafu, e com artistas e celebridades para arrecadar cestas básicas.  No segundo semestre, irá realizar um jogo de futebol solidário com ex-atletas da seleção brasileira e de times de futebol conceituados para arrecadar comida.

O empresário Gil Santos, presidente do IBMS, acredita no futebol como forma de reunir pessoas numa grande ação social de solidariedade. “Prova que o esporte pode ajudar a minimizar a fome dos brasileiros, mas o poder público precisa adotar políticas sociais mais efetivas e incentivar a economia para gerar emprego e renda”, avalia.

Já Niollanda Dantas apela para que empresas e pessoas exerçam a cidadania, doando e ajudando os mais carentes. “Não podemos esperar somente ações do poder público. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, suspendeu as cestas básicas destinadas para ONGs. Dependemos apenas da boa vontade dos cidadãos e empresas desta cidade”.

O quadro da fome se agrava no país

pandemia agravou a fome no Brasil, que tem atualmente 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer. São 14 milhões de brasileiros a mais em insegurança alimentar grave em 2022, na comparação com 2020.

Seis em cada dez domicílios não conseguem manter acesso pleno à alimentação e possuem alguma preocupação com a escassez de alimentos no futuro, sendo as regiões Norte e Nordeste as mais impactadas.

É o que revela o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, divulgado  pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os indicadores da insegurança alimentar vinham piorando no país há pelo menos nove anos, mas a pandemia deixou a situação ainda mais dramática.

O estudo revela que mais da metade (58,7%) da população brasileira convive com algum tipo de insegurança alimentar em grau leve, moderado ou grave (de fome total). Em números absolutos, são 125,2 milhões de brasileiros nessas condições, aumento de 7,2% em relação a 2020, início da pandemia de Covid-19.

Os dados da pesquisa foram coletados entre novembro de 2021 e abril de 2022, com entrevistas em 12.745 residências brasileiras, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal.

Insegurança alimentar avança, diz IBGE

De acordo com o IBGE, desde 2004, a insegurança alimentar no país vinha diminuindo e estava presente em 34,9% dos lares naquele ano. O índice caiu para 30,2% em 2009 e atingiu 22,6% em 2013.

Mas desde então, a fome vem aumentando. Dos 68,9 milhões de domicílios do país, 36,7% estavam com algum nível de insegurança alimentar, atingindo, ao todo, 84,9 milhões de pessoas, conforme dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 de Análise da Segurança Alimentar no Brasil, do IBGE.

Na comparação com 2013, a prevalência de insegurança quanto ao acesso aos alimentos aumentou 62,4%.

Escrito por Eloísa Matsuda

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